terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

E ela partiu...

Foi em um dia como outro qualquer e ela já não era a mesma, percebeu que não, quando se olhou no espelho pela manhã e naquela fração de segundos que ficamos diante da nossa imagem ali refletida imaginando o que faremos de mais um dia, foi ali, naquele instante.

As conseqüências daquela mudança foram sentidas dia a após dia, foi sentida em cada atividade rotineira que não havia mais graça, não havia mais o sabor do hábito.Foi sentida em cada lugar que ela não queria estar e estava.Foi sentida acima de tudo, na sua sede de mudança, na sua sede de novidade, na sua sede de conhecimento, de graça, encanto...

Era preciso romper com o que sufocava, com o que impedia que a graça voltasse aos sonhos.

E como quem arruma as malas, as caixas para uma mudança, com certa nostalgia, sim, mas, com a expectativa do que vem pela frente, encaixotou cada uma de suas fases, cada um de seus hábitos, sua rotina, suas músicas, os sonhos que já havia realizado, encheu os bolsos de desejo de aventura, de novas paixões, de novos amigos, de sabores novos.Olhou-se demoradamente no espelho, buscando aprovação de alguém, de algo que confirmasse toda aquela revolução. E encontrou, encontrou na sensação de liberdade o aval que precisava, a sensação do banho frio nas tardes de calor insuportável.

Partiu em busca sabe-se lá de que, nem mesmo ela sabia.

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