segunda-feira, 19 de abril de 2010

Agente aprendeu a dividir as coisas.

Às vezes é ele quem paga os passeios e às vezes sou eu.
Às vezes eu escolho o filme e às vezes é ele.
Ás vezes ouvimos a minha rádio, e ás vezes ouvimos a dele
Às vezes sou eu quem some só pra ele me ligar dizendo que já esta com saudade. Às vezes é ele.
Às vezes é ele que dá o braço a torcer e às vezes sou.
Às vezes sou eu quem faz de conta que ele não disse isso. Às vezes é ele.
Às vezes é a semana de provas dele. E às vezes é a minha
Às vezes são os meus problemas, às vezes são os dele.
Às vezes ele dirige, às vezes dirijo eu.
Às vezes eu estou sem grana, às vezes é ele, e às vezes os dois.
Ás vezes o passeio é com os amigos dele, às vezes é com os meus.
Às vezes eu não posso e ás vezes quem não pode é ele.
Às vezes ele não quer e às vezes quem não quer sou eu.

Agente aprendeu a dividir as coisas, as tarefas. Aprendemos a dividir quem nós somos, o que queremos e pra onde vamos.
Falta dividir as escovas de dente. Mas isso é outra história. È o sonho que agente divide todo dia um pouquinho.

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