Sexta feira passada eu cheguei à faculdade comi meu lanche natural preferido e fiquei lá vendo o time de Rugby treinar. Quando o sol se põe, a vista fica linda. Mas, o sol não deu espetáculo pra ir embora naquele dia. Paciência. Fiquei tentando entender qual era o objetivo do jogo e a única conclusão que cheguei foi a de que só serve pra quem assiste dar boas risadas.
Na sexta feira passada estava um dia lindo. Eu adoro dias ensolarados, como também adoro praia, e piscina e deitar na rede lendo livro. Eu adoro escolher o que vou fazer e fazer o que eu quero e gosto.
Já era para eu ter escrito isso antes, mas essa semana não deu tempo.
Desde sexta feira eu estou com isso na cabeça.
Eu chego às 07 horas no meu trabalho, e quando eu venho trabalhar o sol esta começando a nascer, dá pra ver pelo retrovisor. O sol deve nascer lá perto de casa, porque quanto mais eu me afasto, mais bonito fica.
E é uma das coisas que faz o meu dia valer a pena.
E ai eu trabalho o dia inteiro fazendo o que gosto. Mesmo.
Não sou desse tipo de pessoa amargurada que vai todos os dias para um lugar que não gosta, que trabalha com pessoas que não gosta e odeia o que faz. Eu pelo menos gosto do que faço e respeito e admiro o lugar que trabalho.
E aí o dia inteirinho passa e eu vou pra faculdade. O dia já esta por acabar e eu não fiz na-da, absolutamente na-da do que eu queria fazer.
Óbvio, trabalhar é uma opção minha. Necessidade eu diria. Necessidade de ocupar a cabeça, necessidade de se sentir útil, de produzir e necessidade financeira.
Mas, todo dia?
E a minha necessidade de ir na praia, de dormir até mais tarde, de ver desenho animado, de almoçar com a minha mãe, de fazer algum curso.
E as minhas outras necessidades? E o que eu realmente gostaria de fazer?
É estranho. Não é algo do tipo momentâneo, que vá acabar daqui a 5 ou 10 anos e então você vai se libertar e fazer o que bem entende. Vai ser sempre assim. Sempre.
E ai agente se mata por isso. Arranja gastrite, faz hora extra, faz faculdade, aprende a mexer em programas, vai a palestras, cursos, monta currículo, faz entrevistas. Pra que meu Deus, pra que? Pra passar o resto da vida trancada dentro de um escritório enchendo o bolso dos outros de dinheiro (e o nosso próprio também, porque ninguém trabalha de graça!) sem ver o dia passar? Sem ver a cara do dia. Sem ver a cara da vida.
Eu sei, vai te parecer que estou fazendo drama. Mas, é isso mesmo. Eu estou vivendo esse drama.
Estou cansada de viver a vida apenas aos finais de semana e ver que dois dias só é muito pouco pra tudo que eu queria fazer.
E também porque eu sou do tipo de pessoa que não sabe fazer nada sem saber o por quê.
Tenho sempre mil perguntas pra fazer, tenho sempre mil dúvidas pra tirar.
Pra mim não basta dizer que tem que ser assim. Tem de me dizer por que, pra quê, como, com quem, que horas. Senão tudo meio que perde o sentido e caminha no automático.
Ela tinha razão quando disse que o meu problema é que eu queria saber demais.
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