terça-feira, 27 de julho de 2010

Preciosa

Na última vez que nós fomos comprar filmes escolhi dois: 'Quando o amor acontece' e 'Preciosa' e ele não gostou muito desta escolha.
No sabádo de manhã eu assisti Preciosa sozinha. A história do filme é muito triste. Mas, é daquela tristeza que incomoda, justamente por agente não saber o que fazer, por agente se reconhecer muitas vezes no papel dos vilões. Talvez não sejamos como o pai que abusa dela e nem como a mãe que aceita os abusos e que cerca a Preciosa com uma série de mals tratos. Mas, sem dúvida nenhuma podemos ponderar e eu digo por mim, posso me colocar no papel das pessoas que estão ao redor da Preciosa e que não enchergam quem ela é. Ela é enorme, gorda, negra e analfabeta. É aquele tipo que ninguém quer ter como amiga, é aquele tipo que nunca arranja namorado, que não vai ao cinema e o pior de tudo é aquele tipo que não sabe o potencial que tem.
Eu disse pra ele que tinha assistido o filme e ele me perguntou se no final ela se dava bem e eu respondi que não e fiquei com essa resposta entalada na gargante até agora pouco.
Quando você pensa que a coisa está feia é que ainda vai ficar pior pra ela. E se você assiste e não para pra pensar no assunto o filme fica sem sentido e parece que é só uma sequencia de desgraças e que ela nun-ca vai dar certo mesmo e isso não é verdade. A minha ótica hollywoodiana tende a reconhecer que alguma coisa deu certo se: alguém ficou rico, se foram felizes para sempre, se fez plástica e ficou gostosona e se o Brad Pitt se apaixonou por ela no final.
O final da Preciosa é o melhor que poderia ser, por que as mudanças, as boas mudanças que agente espera o filme inteiro realmente acontecem e não são mudanças externas são mudanças na Preciosa. E ela se dá muito bem no final, porque, não há gente bonita nessa vida que vá se dar bem e ser feliz se não souber o potencial que tem dentro de si o que quer que seja que você resolva ser/fazer.

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