Ele a esperava do lado de lá fora da casa, antes de sair deu uma última olhada no espelho e se sentiu feia.
Naquele dia quando ela olhou pra ele surpreendentemente o achou feio, desengonçado e corcunda. Ela pensou que talvez os outros tivessem razão quando diziam que ela deveria estar com alguém melhor afeiçoado, no entanto lembrou-se de sua imagem no espelho e de como minutos antes ela mesma havia condenado a sua própria aparência. Deu de ombros e esqueceu esse pensamento. No dia seguinte se falaram pelo telefone e combinaram o que fariam no próximo encontro. A maneira simples e perfeita que ele conseguia faze-la sorrir, a sensação de bem estar, de segurança que ela sentia com ele não poderia de maneira nenhuma ser comparada com requisitos físicos de beleza que mais cedo ou mais tarde passarão.
Que o essencial é invisível aos olhos ela nunca duvidou.
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