sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ao infinito e além.

O fato é que quando completei 18 anos fui aprender a dirigir muito mais por aprender do que por vontade. E logo comprei meu unomóvel que me acompanha desde então.
Na época eu já trabalhava em Diadema e precisava de 03 ônibus pra chegar até o trabalho.

O carro já estava na garagem e eu continuava andando de busão. Até que um dia resolvi que ia trabalhar de carro, acordei mais cedo, guardei minhas coisas, abri o portão, recebi desejos de boa sorte da minha avó e fui embora. Vim com o coração na mão de lá até aqui (pra não dizer outra coisa). Tudo me dava medo: caminhão, ônibus, trocar de faixa, a subidinha da piraporinha.
Vim o primeiro dia, o segundo e de vez enquando me batia uma preguiça de dirigir e ia de ônibus mesmo.
Dá pra acreditar que no começo eu preferia andar de ônibus?

Tudo isso pra dizer, que eu não morro de amores por dirigir.
A vida melhorou muito, mas, dirijo mesmo por necessidade.
E as vezes até que me dá uma saudade de andar de ônibus. Tá certo que quando eu penso em ir para o ponto ônibus, esperar o ônibus chegar, me espremer entre as pessoas e coisa e tal logo a vontade passa.
E tem dia que dirigir até que é gostoso, ontem por exemplo, voltei da faculdade com o vidro todo aberto, aquele friosinho entrando pela janela, a musica que estava boa por demais e o trânsito assim livre livre e livre só pra mim.
Dirigir dá uma sensação de liberdade e dirigir em situações como essas dá pra ir 'pro infinito e além'

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