Em casa sempre tinha livros do Paulo Coelho, porque a minha mãe sempre gostou de ler as coisas que ele escrevia. Então, eu comecei a ler livros do Paulo Coelho muito mais por falta do que ler do que vontade. Nós tinhamos quase todos, com o tempo eles se perderam foram emprestados e não voltaram e por fim restaram só dois.
Em quase todos os seus livros ele diz algo sobre a lenda pessoal. Sobre aquilo que você sempre quis fazer. Sobre aquilo que faz os teus olhos brilharem. Aquilo que te põe em contato com a sua criança interior. Aquilo que vai te fazer feliz. E que normalmente nós esquecemos a medida que crescemos.
Sempre escolhi os livros que li pela quantidade de curiosidade que o título me causava. Ontem, fuçando em alguma coisa na internet e li uma citação de um livro dele que eu já tinha lido, mais de uma vez, inclusive. Quando eu cheguei em casa, caçei entre os nossos livros e o encontrei.
'Nas margens do rio piedra eu sentei e chorei'. É assim que o livro se chama. O titulo sempre me chamou muita atenção, primeiro porque acho piedra um nome diferente. Classudo. E segundo, porque sou muito curiosa e queria muito saber porque alguém chorou.
É uma história de amor muito bonita, como deveriam ser todas as histórias de amor. Mas, é especialmente bonita porque é a história de alguém que ama e vai viajar o mundo, que se apaixona muitas vezes por muitas pessoas. É a história de alguém que descobre qual é a sua lenda pessoal. É a história de alguém que tendo vivido mil e um amores, volta por causa de um amor antigo, volta por causa de um amor de toda a vida, volta por causa de um verdadeiro amor.
E é assim, mesmo que devem ser as histórias de amor. Todo e qualquer amor tem de nos fazer livres o bastante para voar, para conhecer o mundo, para aprendermos a suportar a nossa própria solidão. Todo e qualquer amor tem de ser livre para ter os seus próprios sonhos. Todo e qualquer amor desde que verdadeiro volta.
"Talvez o amor nos faça envelhecer antes da hora, e nos torne jovens quando a juventude passa."
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