segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sábia é a coca-cola quando diz que os bons são a maioria, porque são mesmo.

Kelvin é um menino de ouro e eu ando encantada com ele desde que o conheci no senai esse ano. Ele é um garoto ainda, embora a nossa diferença de idade não seja tão grande assim. Tendo ele dezessete anos e eu vinte três eu sinto como se já tivesse vivido uma vida inteira e como se ele ainda tivesse muito o que viver ainda.

Ele me conta a semana dele todos os sabados de manhã e frequentemente agente discute sobre o futuro dele. Eu insisto que ele deve fazer faculdade, que ele terá um futuro brilhante e uma vida tranquila financeiramente. Mas, ele pacientemente me explica que ele quer coisas pequenas. E eu sei que ele esta certo, porque eu também já fui assim.

As vezes eu olho pra ele e pra toda a dedicação dele para com as coisas de Deus e eu me lembro de mim mesma quando eu tinha a idade dele. Eu me lembro que eu também não me importava tanto com a faculdade, ou com a programação do final de semana, eu não me importava com os finais de semana gastos na igreja, nem com roupas. Eu me lembro que a minha felicidade vinha de coisas pequenas, a minha felicidade vinha de estar na casa Deus fazendo o que eu achava que Deus tinha pra mim. E não consigo agora me lembrar de sensação nenhuma que tenha sido melhor do que os sabados de adoração em que parecia que nós estavamos dentro do céu de verdade. Vai ver estavámos mesmo.

Na fração de segundos que penso nestas coisas olhando para os olhos verde escuro dele percebo o quanto eu gostaria de protege-lo de tudo. O quanto eu gostaria de poder ajudá-lo mais. O quanto eu gostaria de que ele fosse esse garoto bom pra sempre. Que o coração dele nunca mudasse, porque é grande e bom demais. E do quanto eu sou boba achando que eu é quem posso ajudá-lo, quando na verdade é ele que tem me ajudado, sendo só esse bom menino, encantado com as coisas de Deus, preocupado apenas em ser feliz nas coisas pequenas.

Nenhum comentário: