Eu ainda me lembro do dia que ele nasceu e que eu fui visita-lo no hospital. A Ana precisava tomar banho e eu fiquei com ele no colo. Eu mal respirava tamanha a responsabilidade de ter aquele pacotinho tão frágil nos braços.
Agora ele já é um garotinho, tem uma porção de dentinhos na boca, vive sorrindo pra mim, aperta as minhas gordurinhas da cintura. Ele não quer saber mais de colo, ele quer brincar, quer correr, subir em cima de sofás, cadeiras, desarrumar e arrumar o ármario de potes e panelas.
Vê-lo crescer um pouco mais a cada dia me emociona e nas pequenas coisas que ele conquista eu torço e me alegro porque ele ainda tem a vida toda pela frente. "Vai Miguelito, porque o céu é o limite e eu quero ter sempre esse teu sorriso por perto!"
O tempo passa rápido demais e ontem enquanto ele dormia eu secretamente pedi que o tempo parasse e que ele fosse pra sempre meu garotinho de quinze meses.
Como o tempo não pode parar e como Miguelito ainda vai crescer muito eu escrevo, porque mesmo sabendo que certas sensações o coração da gente nunca apaga, eu não quero correr o risco de esquecer o quanto é bom velar pelo sono dele e desejar sempre bons e lindos sonhos.
Eu não quero esquecer o modo delicado com que ele coça os olhinhos quando esta com sono. E o modo como ele resiste as sonecas, só para estar acordado e conhecer mais e mais desse mundão do qual ele faz parte.
Eu não quero esquecer que colocá-lo pra dormir é sempre uma surpresa e que as ele não funciona sempre da mesma forma.
E por fim eu não quero esquecer nunca a sensação boa que é vê-lo pegar no sono ali do meu ladinho, enquanto eu fazia carinho naquelas costas tão pequenas. E se, isso Deus não é ser feliz, eu não sei mais o que pode ser essa tal felicidade.
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