É bem
difícil explicar o primeiro mês.
O primeiro
mês é a saudade repentina que às vezes bate quando você já esta quase pegando
no sono. São as crises de choro na frente da webcam, são os aniversários e as
pessoas mais que queridas que você não pode abraçar.
O primeiro
mês é a sensação de não fazer parte de um lugar e aos poucos ir passando a
fazer. É o chocolate quente, é o frio, é a ausência de convites para o fim de
semana e de repente é o fim de semana cheio de coisas pra fazer.
É a
sensação de que você chegou aonde você queria. É desfrutar do caminho
percorrido até aqui. É lidar dia sim e outro também com a sua própria vida, com
as suas prórprias dúvidas e tentar encontrar as suas próprias respostas.
O primeiro
mês é roupa pra lavar, roupa pra passar, quarto e banheiro pra limpar.
O primeiro
mês é cheio de novos sabores, de novos hábitos. É a ausência de restrição
alimentar. É ousar. É experimentar e só depois escolher se é bom ou ruim.
É desligar
um pouco do Brasil e se ligar um pouco mais no agora. É enfrentar as mudanças
como o melhor que você pode, é aprender a ser feliz e estar bem com o que temos
pra hoje.
E o que
temos pra hoje é cada dia diferente.
O primeiro
mês são as árvores sem folhas vindas de um outono e de um inverno rigoroso. Mas,
tudo bem, eu também venho de um inverno rigoroso e quase não tenho folhas, já
caíram todas enquanto eu chegava aqui.
O primeiro
mês é a dificuldade com o idioma, é o português que escapa quando você menos
espera. É aprender um pouco de coreano, híndi, japonês, francês. É o mundo
inteiro na mesma mesa e ver que funciona.
E é um
patrioticismo que brota não sei de onde.
E o final
do primeiro mês é o tempo melhorando, as árvores colorindo como tem de ser em
toda a primavera e tulipas em pleno centro da cidade
É a
ausência de certezas.
E uma
felicidade imensa. Me sinto plena. Me feliz. Meus olhos estão brilhando.
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