quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Eu sinto todos os dias falta da minha vida canadense. Sinto falta de andar até o metro. Sinto falta dos meu lugares favoritos. Do jornal que saí as quintas feiras. É uma saudade apertada. Uma saudade doída. Uma saudade de quem se encontrou e de repente se perdeu de novo.

E é o tipo de coisa que não dá pra conversar com ninguém. É o tipo de sentimento e de conversa que ofende os outros. As vezes, eu sinto como se as pessoas quisessem me responder: 'Ok, o Canadá foi ótimo e já chega desse blá, blá, blá.'

Eu me sinto incomodada. Não tenho vontade de fazer nada, de encontrar com ninguém. Quase nenhum assunto tem graça e eu acho que está todo mundo na mesma. Nada mudou. E isso me irrita profundamente. Me brocha profundamente.

E daí eu percebo que eu mesma estou na mesma.
A sim, mudei de pseudo trabalho. Eu continuo achando que se você tem dinheiro você pode fazer uma porção de  coisas bacanas. Mas, se você não tem dinheiro também é absolutamente possível. E definitivamente não estou reclamando da falta dele. O que eu estou ganhando dá para pagar as minhas contas. Que também não são muitas já que eu acabei de chegar.

O negócio não é o dinheiro, não são as pessoas que estão na mesma.

O negócio sou eu.



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