sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Eu já fui popular, saiba o que eu aprendi com isso.

Adoro ler. Aprendi com a minha mãe.
Quando eu estava no présinho eu fui a primeira da sala a aprender a ler e a escrever. Eu me lembro como se fosse hoje, a professora deu umas paginas de desenhos em preto e branco com a história da cigarra e das formigas pra gente pintar em casa, e quando nós terminássemos de pintar teríamos a história completa. No dia que ela me entregou a minha completa eu peguei e li. Sei lá, como a velha viu e chamou as outras prôs (era assim que chamávamos as professoras, de prô. Kkkk) e me fez ler pra elas, fiquei me sentindo a garota prodígio afinal só eu sabia ler.
Fui a sensação do présinho, as crianças me adoravam e a professora sugeriu pra minha mãe que eu fosse direto pra primeira série. Ainda bem que ela não aceitou, porque eu estaria um ano adiantada e não teria vivido anos gloriosos no Sesi com aquele pessoalsinho que estudou junto da primeira até a oitava e porque talvez não tivesse entrado na ETE e não teria conhecido as meninas, e nem o Caio e nem tanta gente bacana e tanta coisa boa que eu vivi exatamente por ter ficado no présinho.
Um dia um coleguinha fez aniversário, e nós tínhamos que fazer um cartão pra ele. Todo mundo desenhou e pintou seu cartão, com aqueles desenhos sem pé nem cabeça que criança faz. E todo mundo levava os seus desenhos pra eu escrever em baixo “casa”, “farmácia”, “carro”. O significado do desenho.
Mas, tudo que é bom dura pouco.
No dia seguinte o filho da puta do aniversariante, enquanto estava todo mundo em volta de mim, disse que a mãe dele viu os desenhos e que ele perguntou o que dava escrito e ela respondeu: Nada, ai não esta escrito nada.
Nem preciso dizer que todos me olharam com aquela cara de “sua farsante”, perdi os fãs e toda a popularidade.
Nessa altura do campeonato mais alguém já tinha aprendido a ler e fim de história.

O que eu aprendi com isso?

Sempre desconfiar das minhas superações?

Não adianta querer ser a melhor, porque tem sempre um viadinho pra te passar a perna?

Não leia nunca mais?

Não acredite em amizades repentinas?

As professoras do presinho são umas doidas e sempre te colocam em situações embaraçosas?

Não. Aprendi que a cigarra é quem esta certa. Não faz porra nenhuma o verão inteiro, curte a vida adoidada, não tem grandes preocupações e pra ela o que importa é o agora. Óbvio que no inverno quem dá abrigo pra ela são as cretinas das formigas.
É uma pena que eu tenha nascido como formiga.

3 comentários:

Unknown disse...

Também vou contar minhas glórias no meu fotolog.

Sabe oq esse post me pareceu?
Uma cena desses filmes americanos onde as crianças são umas pestes...
hehehehe

É legal parar pra pensar nas coisas q a gente fazia quando criança...
Da forma como pensavamos...adoro relembrar, e contar tb...
O problema é q nem todo mundo quer ouvir..hauhuahauhaua


E eu sou metade formiga e metade cigarra...
oq não me parece muito bom..hehehe
deseje q um dia eu crie juízo.

Beijo
;*

Unknown disse...

ps...assustei com o design novo do flog...hehehe
o link dele ta nos meus favoritos, daih qdo a pagina carregou eu fui la e cliquei de nv achando q tinha entrado no blog errado..de boas, acho q fiz isso 2 vezes, ate eu parar e ler..daih eu vi q tava no lugar certo..

mto tipico meu, isso.

ps 2. Assisti um filme muito bom hj: An Education.
ASSISTE!

até chorei.

e tenho dito...faz tempo q nao chorava.

Nay disse...

Eu vi a critica dele na sexta, me pareceu muito bom mesmo.
Vou ver se assisto também.

Eu me lembro de muitas coisas de quando eu era criança, com uma certa riqueza de detalhes.
E sempre me pergunto? Até quando vou lembrar? Ai resolvi que vou começar a escrever, pra não correr o risco de esquecer.

Mudei o design na sexta, ainda vou mudar mais algumas coisas.
Queria uma coisa mais clean.

Pior que quando eu parei de mecher e olhei como tinha ficado imaginei exatamente essa cena.

Jacqueline procurando o blog, abrindo e fechando varias vezes.
kkkk
Bem tipico seu.

Escreve que vou gostar de ler...