Minha avó sempre conta uma história que ouviu no rádio.
Ela e destas pessoas que quando aprende alguma coisa repete a exaustão.
Recentemente colocamos ventiladores de teto nos quartos lá de casa.
No dia seguinte lá foi ela me explicar à diferença do ventilador e do exaustor, como é que ligava e desligava e as velocidades do vento. Eu ouvi e disse: Tá bom vó, já entendi.
No fundo achei graça, porque raios eu não saberia mecher no ventilador?
Mais tarde estávamos minha mãe e eu quando ela chegou pra mais uma aula explicativa de como funcionava o ventilador.
Em cada aula ela repete umas 03 vezes que e pra não correr o risco da gente não entender.
De modo que todas nós lá em casa já somos phD em ventiladores de teto.
Ela ouviu a história no rádio and repeat, repeat, repeat.
Forever. Praticamente.
Me lembrei disso na sexta quando a Jacque contou a Saga dos ingressos.
Jacque, minha flor: “Boa sorte”? Má sorte? Quem sabe?
Abaixo a história.
Um velho fazendeiro que utilizava um cavalo velho para cultivar os seus campos. Um dia o cavalo fugiu para a floresta, e quando todos os vizinhos do fazendeiro o foram ver, solidários com a sua má sorte, ele respondeu:
" Boa sorte? Má sorte? Quem sabe?"
Uma semana depois o cavalo voltou das montanhas acompanhado por uma manada de cavalos selvagens e desta vez os vizinhos foram dar os parabéns pela boa sorte do fazendeiro ao que ele respondeu:
"Boa sorte? Má sorte? Quem sabe?"
Então, quando o filho do fazendeiro tentava domar um dos cavalos selvagens, caiu e partiu uma perna. Todos acharam isso má sorte. Menos o fazendeiro, que se limitou a dizer:
" Boa sorte? Má sorte? Quem sabe?"
Algumas semanas mais tarde o exército passou pela aldeia e recrutou todos os jovens saudáveis que lá havia. Quando eles viram o filho do fazendeiro com a perna partida, foram-se embora deixando-o ficar. E agora isto foi boa sorte ou má sorte?
Tudo o que na superfície parece ser um mal pode ser um bem disfarçado. E tudo o que parece bom na superfície pode realmente ser um mal.
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