quinta-feira, 13 de maio de 2010

tempo, tempo, tempo.

Eu me lembro de muitas coisas que aconteceram na minha vida. È estranho e insano. Às vezes não me lembro aonde coloquei as chaves do carro, e toca todo mundo lá em casa me ajudar a procurá-las. Mas, me lembro de coisas da minha infância de quando eu tinha uns três anos no máximo. É insano porque a maioria das pessoas se lembra de coisas da infância depois dos seis anos.

Não são fatos importantes que aconteceram e que possam ter marcado a minha vida. São fatos do cotidiano. Do dia a dia. E volta e meia eu me lembro deles meio que do nada e sempre me pergunto por quanto tempo mais será que vou lembrar. Às vezes penso que deveria escrever essas memórias meio que por precaução caso a minha cabeça resolva entrar em pane, mas depois não vejo motivo aparente para guardar essas lembranças.
Essa introdução toda é pra dizer que agora sempre que me lembro de alguma coisa de quando eu era pequena, penso na idade que eu tinha e que naquela época eu nem imaginava que um dia teria 20 anos. Subitamente eu mesma me corrijo e vejo que não tenho 20 e sim 21 e que o tempo tem passado terrivelmente rápido (sim, é o mesmo assunto de sempre, mas, é que ainda estou assustada) e que até outro dia eu estava tirando carta de motorista, até outro dia eu tinha 20 anos e cá estou eu na casa dos 21 há 05 meses. Daqui a pouco virá o casamento, os filhos, os netos e a morte. Ou talvez, a morte venha antes de tudo isso. Quem é que sabe?
Acho que até que vou me dar bem como uma senhora de cabelos grisalhos, eu acho um charme. E ai eu vou cortá-los bem curtos, tipo Joãozinho e vou me libertar definitivamente destes paradigmas da hidratação, do corte das pontas, da escova progressiva, da chapinha e de tudo isso. Com a velhice eu até que estou de bem. Mas, não consigo fazer as pazes com a morte. Como é que pode alguém deixar de existir assim, pra todo sempre?

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