Eu montei um escritório. Ele fica na ponta da mesa da cozinha que fica em baixo da escada. Coloquei o note book, um caderno, uma caneta, frequentemente há um copo de alguma coisa: água, suco, refrigerante e etc. O celular e o telefone fixo de casa. Antes das férias dele, eu me sentava as nove da manhã e mandava curriculos alucinadamente até as três da tarde. Agora só abro o escritório para ler as noticias, checar emails e ler os blogs queridos.
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Eu agora vejo a cara do dia. E perdi a noção do tempo. Não sei que dia da semana estamos. Não sei que dia do mês é hoje. Não espero anciosamente pelo dia 5 e pelo dia 20.
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Tudo pra mim é novidade: procurar emprego, não ter salário, não ter pra onde ir todos os dias de manhã, não ter um chefe e nem problemas pra resolver. Pra mim é novidade não saber o que fazer. Pra mim é novidade fazer entrevistas. Mas, a surpresa é que eu não esperava receber ajuda de ninguém. E muito me alegra e me surpreende quando as pessoas que eu menos esperava me ligam pra dizer que querem o meu curriculo, ou, que fulano esta precisando. Enfim. Mesmo não dando em nada, é bom demais ter alguém que preocupado e interessado em me ajudar.
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Passado o susto de estar fora de lá.
Eu dei uma parada de procurar emprego. Sei lá.
E ando me perguntando se é isso mesmo que eu espero fazer da vida por mais um ciclo.
Será que eu não queria aprender a tirar fotos. Ou quem sabe, vender umas bugigangas por aí, ou mudar de cidade.
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A sensação que eu tenho é essa. Enquanto, eu não souber o que eu quero fazer da minha vida pelos proximos sete anos, não vai adiantar mandar curriculo e fazer entrevistas.
Depois que eu souber, aí simbora correr atrás, porque:
"Se qualquer pessoa me falasse que qria morar na lua, eu não botaria fé...
Mas se vc dissesse que qria morar na lua eu ia acreditar...
Quando vc quer uma coisa sei q você consegue...e vc sabe q consegue..."
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