quinta-feira, 28 de julho de 2011

esse é o começo...

Eu sempre tive a impressão de que há vida lá fora. Que há mais opções do que as que agente consegue enxergar todos os dias quando agente acorda. Que a minha vida está acontecendo em algum outro lugar do mundo enquanto eu estou aqui, no meu escritório.

Então, histórias de pessoas que largam a vida que vêem todos os dias por outra vida totalmente diferente eu me encanto. E sinto um comichão na barriga. Um ansiedade. Uma admiração. E um medinho basico.

Outro dia eu li uma matéria sobre os médicos sem fronteiras. Era sobre uma pscóloga que trabalhava para o governo, tinha uma gata e morava numa cobertura de frente para o mar. Repito, numa cobertura de frente para o mar. Quando recebeu uma ligação do médico sem fronteiras dizendo que eles tinham uma missão pra ela. E que ela tinha que ir embora no maximo em uma semana. E aí ela diz que ficou muito puta, porque como é que eles acham a sua missão assim? como é que você larga tudo e vai? Na matéria ela diz que pensou: o que é um mestrado? o que é uma cobertura de frente pro mar e um emprego com estabilidade e boa remuneração? Nada isso não é nada.

E é verdade, o carro pode no dia seguinte pode estar espatifado no poste, num dia se esta empregado e no outro não se sabe. Ter uma casa não é a certeza de se ter um lar.

Se interessar, segue o link da matéria, é com aquela jornalista que eu adoro, colunista da época. A matéria é grande mas, vale cada paragráfo, acredite.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI228050-15230,00-MINHAS+RAIZES+SAO+AEREAS.html

É uma história linda e rica. E nada parecida com a minha ou a sua. Mas, que faz o meu coração ficar agitado, inquieto, doido por descobrir o que esta por aí.
Enfim, não consigo explicar.

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