Pode ser que seja só questão de sorte. E se
for, eu tenho tido uma sorte muito grande na vida. Porque até agora o meu
caminho só cruzou com gente bacana. É verdade, que eu não sou uma pessoa muito fácil
de lidar.
Mas, quando eu paro pensar em quanta gente
não valeu a pena ter conhecido o número não é grande. Gente má. Gente que me
fez mal foram poucas e ficaram pra trás, pouco me lembro delas.
E boa parte do que elas me fizeram de mal ficou
lá, no passado. Como diria a coca-cola os bons são maioria e a minha vida não é
exceção.
Não há como não lembrar daquela frase do
pequeno príncipe que diz:
´foi o
tempo que dedicaste a tua rosa que fez dela especial’.
E não há outra forma de se tornar especial
pra alguém senão dedicando parte do seu tempo, parte da sua vida, parte da sua
história, parte de você. Não há como ser lembrado sem ter estado presente.
É verdade que a vida da muitas voltas e que
numa destas voltas a gente acaba saindo da vida de muita gente. Ainda assim eu
acho que esse não é o foco.
Conviver com outros tem de servir como
espelho dos nossos defeitos e das nossas qualidades. Conviver com pessoas de
outras culturas e com diferentes atitudes tem me mostrado quem eu quero ser e
quem eu não quero ser. As coisas boas na minha personalidade que eu devo manter
e os defeitos que precisam ser trabalhados, melhorados, superados.
Pode ser que seja só questão de sorte. Mas, o
fato de ter tanta gente no Brasil sentindo a minha falta. O fato do meu jardim
hoje ter tantas rosas floridas e bonitas é o tempo que eu tenho dedicado a
elas. E quando eu penso na quantidade de gente bacana que eu conheço, que
partilho ou já partilhei, me faz ter a certeza de que priozirar as pessoas não
está errado.
Ainda que depois de seis meses, haja a
possibilidade de eu nunca mais revê-las. Eu estou sendo árvore. E isso me faz
feliz e sempre há de me fazer. Não há dinheiro, não há diversão, não há nada
que pague a sensação de ter pra quem voltar pra casa, a sensação de ter feito
parte da vida de alguém.
“Ter amigos, é como
arvorear: lançar galhos, lançar raízes. Para que o outro quando olhar a árvore,
saiba que nós estamos ali...Que nós permanecemos para fazer sombra, para trazer
ao outro, um pouco de aconchego que ás vezes ele precisa na vida.”
É isso que quero ser sempre:
um pouco do aconchego que o outro precisa.
E pra ser aconchego muitas
vezes, eu preciso aprender a deixar que o outro seja o que ele bem entender,
faça o que bem entender. Pra ser aconchego eu preciso aprender a esperar menos
dos outros, a julgar menos, a ter menos opinião.
Pra ser aconchego eu preciso
aceitar que a decisão do outro não está errada. O que é certo pra mim é certo
só pra mim. Nem melhor, nem pior apenas diferente. E que viva as diferenças,
porque tem espaço pra todos nesse mundão de meu Deus.
Pra ser aconchego é preciso parar de esperar
que o outro faça por você aquilo que você faria por ele, de olhos fechados se
fosse preciso. Pra ser aconchego é preciso parar de se decepcionar.
Um comentário:
Y tu árbol creció. El mío también. y no importa la distancia y el tiempo que tarde en vernos denuevo. siempre estaré para tí =)
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