Uma sensação de pânico, de medo, de frustração que é difícil de explicar. O leão que trabalha no circo pode achar que vive muito bem, tem comida, tem abrigo, tem segurança. Mas, acho difícil que o mesmo leão tendo conhecido a selva aceite voltar pra mesma jaula de três metros quadrado.
Eu ainda não descobri o que eu realmente quero. E acho que não vou descobrir nunca. Acho que a vida toda vai ser essa eterna busca. A gente nunca vai ter certeza de nada ou quase nada. E é nessa falta de certeza que você acaba agindo por repetição. Fazer faculdade, encontrar um bom emprego, comprar carro, casa, casar e dar uma puta festa. Ser promovido. Fazer pós graduação. Falar mais de um idioma. E assim vamos seguindo nunca fazendo o que realmente gostamos, nunca seguindo os nossos próprios sonhos ou a nossa própria dúvida. Dançando a musica que esta tocando.
Voltar pro Brasil é encarar de novo a procura angustiante por um emprego pra pagar um monte de coisas que eu não preciso. Mas, que é bem visto. É passar o dia dentro de um escritório sem ver a cor do sol.
Voltar pro Brasil é estar sujeito a opinião alheia que não deveria importar tanto. Mas, que importa. Me diminui, faz meus sonhos parecerem idiotas.
Voltar pro Brasil é aceitar que eu não vou conhecer o mundo todo. É voltar a por os outros no leme do meu barco. É perder o controle do que eu quero, é ceder ainda que em doses homeopáticas.
E isso é o que me assusta.
Por outro lado e é esse lado que me faz contar os dias, voltar pro Brasil é reencontrar pessoas queridas, é os abraços, as conversas fiadas, as risadas. É o carinho que nunca me fez me sentir só ainda que há 8000km de distância.
Eu só espero ser valente o bastante pra não perder tudo que eu conquistei até aqui...
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